quinta-feira, 24 de maio de 2012

19/05/12 - felicidade clandestina


Sim, eu estou deitada no chão da varanda da minha casa, sobre uma canga de praia toda estampada em desenhos de estrelas do mar e conchas coloridas, com um cobertor em cima de mim que na etiqueta dizia ser 100% poliéster e um travesseiro aconchegando minha nuca. É noite, por volta das 22 horas. No céu da minha varanda há poucas estrelas. Os arames do varal estão postos sob a minha visão. A luz do poste que ilumina a rua, também ilumina minha varanda e dá um efeito que me agrada muito. São daquelas luzes amarelas das quais me fazem lembrar de casas de madeiras, um bom mpb ou um bom jazz, velas, romance, carta envelhecida, novela das oito...
Neste instante o frio é tanto, que uma névoa surgiu no céu embaçando toda a sua escuridão. A noite está perfeita e apesar de estar sozinha, estou feliz por deslumbrar deste momento. Feliz por não precisar estar com alguém para me sentir completa. Feliz por conseguir extrair toda a beleza deste momento, sem ser necessário provar isso a alguém. Obrigada Noite!


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