- talvez...
- por que talvez?
- você fez uma pergunta e eu respondi, isso que importa...
- ...
- tá, desculpa. é que hoje não é um bom dia...
- ...
- talvez seria bom, porque na maioria das vezes você fala das suas ''coisas'' e isso poderia lhe trazer alguns transtornos...
- ''coisas''? quais ''coisas''?
- ah, dos seus dilemas, conflitos. e sem contar que você fala a qualquer um... isso pode lhe prejudicar, nem todo mundo tem algo bom para lhe oferecer como solução.
- você tem razão...
- ...
- neste momento aconteceu isso?
- isso o quê?
- você me ofereceu uma solução. essa foi a melhor que conseguiu achar ou tal poderia me prejudicar?
- você é quem tem que julgar isso...
- e como saberei se tal solução solucionaria meus conflitos?
- eu não saberei responder todas as suas perguntas!
- tudo bem, eu já sabia que existem perguntas que sempre serão perguntas e que nunca obterão respostas...
[ o silêncio pairou o debate dos dois. ele levantou os olhos pacientemente e a encarou com um olhar penetrante. isso a constrangera bastante, mas estava decidida retribuir com a mesma intensidade. não sabia o porquê daquele olhar e estava conformada que jamais saberia.]
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