quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Libertação
"Me defina por favor!" foi o pedido dela para o gato de pelagem preta chamado Sebastian. Ela queria uma resposta que há muito tempo esperava. Ela sabia que ele não a responderia, mas mesmo assim insistiu, "Hein, me diga! Me diga o traste que sou, a futilidade em pessoa, a ignorância... Vá, me diga sem medo...". Ele apenas a olhou com um olhar de desdenho, como se ela nada tivesse dito, e saiu.
Ela estava em pranto, sozinha em seu quarto, mentalizando o desprezo, os olhares de reprovação das pessoas a sua volta e o que elas poderiam pensar a seu respeito. Para não se jogar ao chão e esmurra-lo com as mãos e sapatear com os pés como uma criança birrenta, ela apenas deitou sob a cama e abraçou o travesseiro, com os olhos já inchados de tanto chorar. Ela queria entender o que era.
Não era suficiente o que pensava sobre si mesma, precisva analisar o jeito dos outros para consigo e tirar as suas próprias conclusões que nem sempre se baseava na lógica das coisas, mas sim em suas constantes paranoias e suposições que de tão absurdas- ou talvez de tão reais- se aproximava das ficções cinematográficas.
O pranto durou por mais ou menos uns dez minutos e terminou com um silêncio ofegante e reflexivo. Ela encarava seus pensamentos com apaziguamento. Do desespero à tranquilidade, da dor à cura, dos olhos em lágrimas aos olhos céticos...
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário